“Seu texto está confuso.”
“Faltou coesão.”
“Isso aqui não tem sentido.”
Você escreve esses comentários nas produções textuais dos alunos, mas será que eles realmente entendem o que significa?
Provavelmente não.
Porque coerência e coesão são conceitos abstratos demais quando ensinados apenas na teoria.
O aluno precisa VER, SENTIR, EXPERIMENTAR o que é um texto sem coerência para entender o que isso significa.
Por que ensinar coerência e coesão de forma tradicional não funciona?
Você explica: “Coerência é quando o texto faz sentido como um todo.”
Eles concordam com a cabeça. Mas na hora de escrever… o texto continua confuso.
Porque explicação teórica não cria habilidade prática.
É como ensinar alguém a andar de bicicleta explicando física e equilíbrio. Pode até entender a teoria, mas só aprende de verdade praticando.
O que torna o ensino de coerência e coesão efetivo?
Exemplos ruins que eles precisam consertar.
Quando você apresenta um texto propositalmente confuso, sem coesão, com ideias desconexas, e pede para eles identificarem e corrigirem… aí sim há aprendizado real.
Porque eles:
- Identificam problemas concretos (não abstrações)
- Compreendem o efeito da falta de coerência
- Praticam a correção ativamente
Atividades práticas que funcionam
1. Textos embaralhados
Apresente parágrafos fora de ordem. Os alunos precisam reorganizar para criar sequência lógica.
Exemplo: uma receita onde os passos estão misturados. Eles precisam colocar na ordem certa para fazer sentido.
2. Textos com informações contraditórias
“Maria acordou cedo porque estava atrasada. Ela tomou café calmamente e chegou na escola antes de todo mundo.”
Espera… se estava atrasada, como chegou antes? Os alunos identificam incoerências e corrigem.
3. Cartas ou bilhetes confusos
Mensagens onde falta informação essencial, ou onde as ideias pulam de um assunto para outro sem conexão.
“Oi, João! Tudo bem? O cachorro fugiu. Você viu minha borracha? A festa é amanhã.”
Os alunos precisam reorganizar, completar informações, criar conexões.
4. Textos sem conectivos
Apresente textos onde faltam palavras de ligação (mas, porém, então, porque…).
“Estava chovendo. Fui à praia. Não levei guarda-chuva. Me molhei.”
Eles precisam inserir conectivos adequados para criar coesão.
Como aplicar essas atividades
Passo 1: Apresente o texto problemático
Pode ser projetado, impresso, escrito no quadro.
Passo 2: Desafie
“Este texto tem problemas. Será que vocês conseguem identificar?”
Passo 3: Trabalho individual ou em duplas
Deixe tentarem resolver. Duplas geram discussões ricas sobre o que está errado e como corrigir.
Passo 4: Socialização
Compare versões corrigidas. Discuta diferentes soluções. Mostre que pode haver mais de uma forma de corrigir.
Passo 5: Aplicação ao próprio texto
AGORA peça que revisem os próprios textos buscando problemas semelhantes.
A mágica acontece quando vira jogo
Encontrar erros em textos engraçados ou absurdos é divertido.
Reorganizar mensagens confusas parece desafio, não tarefa chata.
E quando está divertido, eles aprendem sem perceber que estão “estudando gramática”.
Transforme coerência e coesão em aprendizado real
O Correio Confuso traz exatamente essa abordagem: seus alunos recebem bilhetes, cartas e mensagens mal escritas, confusas, fora de ordem ou pouco claras.
O desafio? Reorganizar, corrigir e reescrever para que a mensagem seja compreendida.
É lúdico, é prático, e trabalha coerência e coesão de forma integrada e natural.
Eles vão consolidar essas habilidades brincando. E na próxima produção textual, você vai ver a diferença.
É só imprimir e aplicar. Simples assim.
Conheça o Correio Confuso aqui
Coerência e coesão não precisam ser conceitos misteriosos.
Podem ser habilidades práticas que seus alunos dominam… e até se divertem praticando.


